Palestrantes com conteúdo de valor são cada vez mais raros

Não é de hoje que eu bato na tecla de que o nível dos palestrantes brasileiros em relação a oferecer conteúdo de valor tem caído bastante. Fico realmente preocupado em ver tanta gente muito mais atenta com a performance de palco, sem dar a devida importância ao conteúdo – o que deveria ser a essência de uma palestra. É por isso que o IDHEO acredita, e não deixará de acreditar, que podemos formar palestrantes de bom nível e que tenham um conteúdo de valor para oferecer às pessoas.

No artigo de hoje, vou mostrar para você alguns exemplos de palestrantes que me agradam muito por todo o embasamento que trazem em suas palestras.

Filósofos como Luiz Felipe Pondé, Vicenti Falconi, Eugenio Mussak e Leandro Karnal não se tornaram grandes ícones por acaso. Se eles decidem falar sobre algo, é porque realmente têm algo de valor para apresentar. Ambos possuem uma bagagem teórica gigantesca que faz toda a diferença na hora de uma explanação. Tanto Pondé quanto Karnal têm muito conhecimento dentro da sua área de atuação e décadas de estudo. Quem assiste a uma palestra de um deles, rapidamente, percebe que há muita substância. Eles não estão “chutando” ou falando da boca para fora. 

O professor Clóvis de Barros Filho é outro ótimo exemplo de como um palestrante deve ser. Aliás, tenho muito orgulho de ter sido aluno dele. Aprendi demais com esse mestre das palestras.

Esses três profissionais que citei nos deixam uma lição valiosa sobre as palestras: conteúdo é, e sempre será, o fator que determina a qualidade de uma palestra. Se tem conteúdo, é boa. Se não tem conteúdo, é ruim. Simples assim.

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Por mais que a figura do “showman” se espalhe como um vírus pelo mercado, figuras como Pondé, Karnal e Clóvis de Barros estarão lá para nos lembrar que performance não é nada sem conteúdo. O desafio, agora, é mostrar a mais pessoas que optar por palestras pobres em conteúdo só ajuda a aumentar um monstro que já não é pequeno no mercado de palestras.

Estude e busque conhecimento

Se você tem a ideia de se tornar um palestrante, meu conselho é preparar-se bastante para isso. Qualquer atividade, para ser bem executada, requer uma preparação prévia. É claro que, no caso das palestras, não é diferente.

Com isso, não quero dizer que performance e presença de palco não têm seu valor. Ambas as habilidades, porém, também podem ser aprendidas e entram na etapa de preparo. O que tem acontecido, infelizmente, é o acúmulo de “aventureiros”, que entram no mercado sem uma base teórica sólida e conseguem algum sucesso por serem bons comunicadores. Eles podem até ter sucesso, mas, de fato, estão enganando as pessoas que pagam por suas palestras. 

Palestras devem provocar reflexão, que, por sua vez, leva ao autoconhecimento e à mudança. Só se faz isso com conteúdo real e profundo. Pense nisso. 

A Academia do Palestrante, um dos pilares do IDHEO, existe para preparar as pessoas que desejam ingressar no mercado de palestras e, consequentemente, levar reflexão e promover autoconhecimento ao público.

 

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por Edmar Oneda - diretor fundador da Academia do Palestrante e do IDHEO